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domingo, 26 de maio de 2013

Fundada a Academia de Letras de Santa Inês - MA

                   Em uma reunião que foi realizada na sede da CDL no dia 23 de maio de 2013 que levou mais de quatro horas de discussões foi criada a Academia de Letras de Santa Inês. Esta data passa a integrar o calendário de momentos históricos do município de Santa Inês. Nesse dia, uma quinta-feira, homens e mulheres que se dedicam à arte de escrever decidiram fundar a Academia de Letras de Santa Inês.
                   SENTIMENTO E DECISÃO - Embora o sentimento comum que une a todos - a organização da categoria de escritores, intelectuais e outros humanistas e o fortalecimento da cultura e arte literária -, a decisão só aconteceu após mais de quatro horas de explanações, sugestões e discussões, com diversos pontos sendo debatidos até de forma acalorada. Mas, ao final, o sentimento comum tornou-se vontade e conduziu à decisão: Santa Inês tem a partir de agora sua própria Academia e junta-se a outras cidades igualmente históricas ou de dinamismo econômico, social e cultural como, entre outras, Imperatriz, Caxias, Açailândia e Pastos Bons, todas que há anos têm sua própria Academia de Letras, que prestam relevantes serviços culturais para suas comunidades.
                   HONRA E ORGULHO - A assembleia geral dos escritores foi realizada na sala de reuniões da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), gentilmente cedida pelo empresário e presidente da entidade, João Nojosa de Sousa, que disse ao diretor geral do Sistema Agora de Comunicação, Clélio Silveira Filho, que “as portas da entidade sempre estarão abertas para ações de pessoas e grupos que pensem e lutem pelo melhor para o município de Santa Inês”. Segundo Nojosa, “é uma honra poder, de forma indireta, associar o nome da CDL a esse ato inicial de organização de uma categoria, como a dos escritores, que, com certeza, com sua própria Academia, só trarão mais orgulho para o município”.
                   O INÍCIO – Relatos feitos durante a sessão de criação da Academia de Letras de Santa Inês mostram que vem de décadas atrás a intenção de criar uma entidade que reunisse os escritores. Nos últimos dez anos, em 2002 e agora em 2013, estiveram à frente das tentativas de organização o jornalista e escritor Clélio Silveira Filho e o jornalista, escritor e consultor Edmilson Sanches, que está à frente do megaprojeto editorial de elaboração da “Enciclopédia de Santa Inês”, obra que marcará em 2014 os 130 anos de existência histórica da cidade.
                   Em 2002 menos de dez escritores atenderam aos esforços de Clélio Silveira e Edmilson Sanches. O sonho ficou adiado por dez anos. Agora em 2013 mais de 20 escritores compareceram e 18 chegaram ao final da longa reunião de 23 de maio.
                   PRIMEIRA DIRETORIA – Na reunião de quinta-feira, além da fundação da Academia e aprovação do Estatuto, também foi eleita e empossada, sob as palmas de todos os presentes, a primeira diretoria e o primeiro conselho fiscal da Casa de Letras santa-inesense. A diretoria e o conselho ficaram assim constituídos:

DIRETORIA
Presidente - Paulo Rodrigues dos Santos Filho (Paulinho Poeta, professor e escritor).
Vice-Presidente - Jerryvaldo Sousa Martins (professor e escritor).
Diretor Administrativo - Gilberto Barros (professor e escritor).
Vice-Diretor Administrativo - Davi Moraes (professor universitário e escritor).
Diretor Financeiro - Valmir Colares (funcionário aposentado da Cia. Vale e escritor).
Vice-Diretor Financeiro - Ezequias Rodrigues (artista plástico e escritor).
Diretor Adjunto - José Soares Lima (advogado, escritor, membro do Ministério Público).

CONSELHO FISCAL
Titulares: Moizés Nobre Raimundo Lobato; Maria do Espírito Santo Teixeira de Freitas e Fernanda Araújo.
Suplentes: Carlos Alberto Costa, José de Ribamar Fernandes e Robert Lima da Paixão.
                   DEMAIS MEMBROS – Além dos 13 diretores e conselheiros acima, integram o grupo de 18 fundadores da Academia de Letras de Santa Inês: Carlos Costa, Clélio Silveira Filho, Edmilson Sanches, Geraldo Figueredo (Piçarra) e Raimundo Barrozo Sousa Braga.
                   CADEIRAS – A Academia de Letras de Santa Inês terá quarenta membros, incluindo-se os 18 fundadores. Os demais 22 membros, a critério da Assembleia Geral, serão convidados pela Diretoria ou pelos atuais membros ou poderá ser aberta inscrição para ocupação das cadeiras vagas, cujos futuros titulares serão os fundadores da cadeira e deverão escolher um patrono para cada uma. Esses patronos, segundo o Estatuto da Academia, têm de ser escolhidos “entre nomes representativos da Cultura, Arte, Educação e História do Brasil, do Maranhão e de Santa Inês e região, a critério da Diretoria ou do primeiro ocupante”. Cada acadêmico deverá elaborar estudo sobre a vida e a obra do nome escolhido, justificando a razão da escolha.
                   REUNIÃO – O presidente Paulo Rodrigues já convidou todos os membros da Academia para uma reunião na próxima terça-feira, 28, a ser realizada às 19 horas no auditório do Ministério Público. Nessa reunião devem ser tratados assuntos como registro da Academia de acordo com a lei (em cartório e, após, na Receita Federal), forma de escolha de novos acadêmicos, fixação de mensalidade e outros assuntos.

Texto retirado do Jornal Agora Santa Inês.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

100 livros essenciais da literatura brasileira

Recentemente, estava eu garimpando algo importante para meu blog, quando me deparei com o seguinte enunciando, “Os 100 livros essenciais da literatura brasileira”, um texto escrito por Hélio Ponciano e Marcelo Pen e resolvi investigar. Depois de ter visto toda relação livros, listados no site Educar para Crescer, pude ter a alegria de constatar que alguns dos livros listados eu já havia lido, e diante mão devo concordar com a escolha, no entanto faltaram obras com: Capitães da areia de Jorge Amado; O Mulato de Aluísio Azevedo; Caso contado à sombra do mercado de Mario Ribeiro da Cruz, dentre outros muitos, obras que este humilde leitor acredita que deveriam estar nesta lista. No entanto, pude notar que tal lista foi elaborada com muita organização e visa tornar os escritores que estão inseridos nela mais conhecidos ainda do que já são.

Então, quais são os 100 livros fundamentais, essenciais, imperdíveis da literatura brasileira? Que romance, poesia, crônica ou conto você não pode deixar de ler na vida? Bem, a revista Bravo selecionou os 100 melhores livros dos melhores autores do país. Os critérios utilizados fora, os livros mais pedidos no vestibular. Então, foi feito um ranking dos mais “importantes” do Brasil. Isso de acordo com as dicas de 17 educadoras que selecionaram os livros essenciais para ler dos 2 aos 18 anos e chegar a vida adulta com boas referências literárias.

Vale a pena ressaltar que, nesta mesma publicação os escritores evidenciam que o ranking elaborado, não encontrará unanimidade entre os leitores, e isso é bem verdade, existem algumas discordâncias, como o seu amigo aqui já havia mencionado, tanto nos autores quanto na escolha das obras. Contudo, acredito que pela qualidade das obras nada deixa a desejar.

Portanto, seguem os 100 livros essenciais da literatura brasileira, listados em ordem alfabética de autor. Leia e divirta-se!

  • Adélia Prado: Bagagem
  • Aluísio Azevedo: O Cortiço
  • Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos e Noite na Taverna
  • Antonio Callado: Quarup
  • Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda
  • Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino
  • Augusto de Campos: Viva Vaia
  • Augusto dos Anjos: Eu
  • Autran Dourado: Ópera dos Mortos
  • Basílio da Gama: O Uraguai
  • Bernando Élis: O Tronco
  • Bernando Guimarães: A Escrava Isaura
  • Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados
  • Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo, Claro Enigma
  • Castro Alves: Os Escravos e Espumas Flutuantes
  • Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência e Mar Absoluto
  • Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H. e Laços de Família
  • Cruz e Souza: Broquéis
  • Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba
  • Dias Gomes: O Pagador de Promessas
  • Dyonélio Machado: Os Ratos
  • Erico Verissimo: O Tempo e o Vento
  • Euclides da Cunha: Os Sertões
  • Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro?
  • Fernando Sabino: O Encontro Marcado
  • Ferreira Gullar: Poema Sujo
  • Gonçalves Dias: I-Juca Pirama
  • Graça Aranha: Canaã
  • Graciliano Ramos: Vidas Secas - São Bernardo
  • Gregório de Matos: Obra Poética
  • Guimarães Rosa: O Grande Sertão: Veredas e Sagarana
  • Haroldo de Campos: Galáxias
  • Hilda Hilst: A Obscena Senhora D
  • Ignágio de Loyola Brandão: Zero
  • João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço
  • João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina
  • João do Rio: A Alma Encantadora das Ruas
  • João Gilberto Noll: Harmada
  • João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos
  • João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro
  • Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha
  • Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela e Terras do Sem Fim
  • Jorge de Lima: Invenção de Orfeu
  • José Cândido de Carvalho: O Coronel e o Lobisomen
  • José de Alencar: O Guarani e Lucíola
  • José J. Veiga: Os Cavalinhos de Platiplanto
  • José Lins do Rego: Fogo Morto
  • Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma
  • Lúcio Cardoso: Crônica da Casa Assassinada
  • Luis Fernando Verissimo: O Analista de Bagé
  • Luiz Vilela: Tremor de Terra
  • Lygia Fagundes Telles: As Meninas e Seminário dos Ratos
  • Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro
  • Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias
  • Manuel Bandeira: Libertinagem e Estrela da Manhã
  • Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre
  • Mário de Andrade: Macunaíma e Paulicéia Desvairada
  • Mário Faustino: O Homem e Sua Hora
  • Mário Quintana: Nova Antologia Poética
  • Marques Rebelo: A Estrela Sobe
  • Menotti Del Picchia: Juca Mulato
  • Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo
  • Murilo Mendes: As Metamorfoses
  • Murilo Rubião: O Ex-Mágico
  • Nelson Rodrigues:  Vestido de Noiva e A Vida Como Ela É
  • Olavo Bilac: Poesias
  • Osman Lins: Avalovara
  • Oswald de Andrade: Serafim Ponte Grande e Memórias Sentimentais de João Miramar
  • Otto Lara Resende: O Braço Direito
  • Padre Antônio Vieira: Sermões
  • Paulo Leminski: Catatau
  • Pedro Nava: Baú de Ossos
  • Plínio Marcos: Navalha de Carne
  • Rachel de Queiroz: O Quinze
  • Raduan Nassar: Lavoura Arcaica e Um Copo de Cólera
  • Raul Pompéia: O Ateneu
  • Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas
  • Rubem Fonseca: A Coleira do Cão
  • Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson
  • Stanislaw Ponte Preta: Febeapá
  • Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu e Cartas Chilenas
  • Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética
  • Visconde de Taunay: Inocência

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A Velha dos Contos, o primeiro livro do autor Jerryvaldo Sousa Martins

Vou pedir licença a todos para relatar um pouco do meu trabalho, sou professor e escritor, maranhense. Nasci na cidade de Santa Inês – MA e, com todo orgulho sou nordestino. Na minha infância não tive contato com a internet, como os jovens de hoje, mas tenho muito orgulho em dizer que fui leitor assíduo, iniciei na literatura lendo gibis, do tipo: A turma da Mônica (Chico Bento), Tex coleção, Conan o Bárbaro, dentre outros, e logo em seguida quis ir além dos gibis, resolvi ler obras de autores Brasileiros, como: Aluísio Azevedo, Raul Pompeia, Machado de Assis, dentre outros, e mais recentemente li: O Capitão Mouro de Georges Bourdoukan; Justino, o retirante de Odette de Barros Mott, O alquimista de Paulo Coelho, vários outros, mas também busco inspiração na literatura estrangeira, lendo obras como: Os Trabalhadores do mar de Victor Hugo; Os miseráveis de Victor Hugo, A metamorfose de Franz Kafka, O mundo de Sofia de Jostein Gaarder; A cabana de William P. Young e outros muitos.

Mas não quero fazer apologia ao que leio, meu intuito é fazer que seja lido o que escrevo. Hoje em dia, escritores jovens, recém-publicados e com obras elogiadas não demoram a aparecer em sua cidade natal ou no máximo pela região, esse também é meu caso, recentemente publiquei o meu primeiro romance, “A velha dos contos”, e até agora tenho recebido boas críticas, mas gostaria de receber todas, se é que vocês me entendem.

Esta é uma breve sinopse do meu livro, espero estas poucas palavras estimulem a sua leitura:
Neste livro o autor tenta expor a vida e o relacionamento entre um jovem, rapaz, João Victor, personagem que se divide entre o trabalho e a escola, para ajudar sua família e, uma senhora de idade bem avançada, Dona Rosa do bolo, que vive sozinha em uma casa de barro, coberta de palha, em um pequeno povoado, sem vizinhos, sem parentes e sem amigo.
Nesta obra o autor expões de maneira sucinta o convívio e nosso comportamento para com os idosos, a partir das histórias de Dona Maria do Rosário Martins (Dona Rosa do bolo), já no fim de sua existência.

A obra também trata dos laços afetivos desenvolvidos por estes dois personagens do apreço declarado por João a sua mais nova “velha amiga”.Dona Rosa do bolo tem em seu repertório de contos, histórias de lobisomem, assombração, esperteza, mistério dentre outras. Além de histórias verídicas sobre a seca de 1958 e 1959 no estado do Ceará, de seu “baú de contos” saem o seu testemunho de vida e de como vê o mundo.

Nesta obra, o autor, demonstra a necessidade de resgatar o relacionamento dos mais jovens para com os idosos, com o intuito de fortalecer aspectos como a humanidade e a responsabilidade, que nem sempre são apontadas como características na nossa vida. Faz-se uma alusão as histórias contadas por nossos avós e abre brechas para a reflexão do leitor, a partir das reflexões do narrador sobre o pensamento atribuído aos personagens.

Em, A VELHA DOS CONTOS, a história de Dona Rosa e João, personagens fortes e marcantes, traz consigo aspectos muito conhecidos da cultura do nordeste Brasileiro, pois a obra é baseada em aspectos reais da vida difícil e cheia de necessidades do nordestino.

Jerryvaldo Sousa Martins convida o leitor a acompanhar a vida dos personagens: João Victor em sua trajetória de dificuldade e superação e de dona Rosa no seu tempo de menina no Ceará, em terra de velhas necessidades humanas, até a sua velhice no Maranhão, abandonada a própria sorte, já nos dias atuais.

Locais de Venda:
Em Santa Inês - Maranhão

Revistaria Fênix - Rua nova - Centro.
Papelaria El Shadai - Proximo ao Mercado Bom Preço.

Pela Internet

Contatos do Autor
e-mail: jerry.mart@hotmail.com
Telefone Residencial: (98) 3653-0078
Celular (Oi): (98) 8885-0018
Celular (Tim): (98) 8271-1775